Para o Solstício de Inverno

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Para o Solstício de Inverno

Mensagem  M· Diniz Nemetios em Sab Abr 23, 2011 8:32 pm

*Em galaico reconstruído a partir do Proto-Céltico e de evidências lingüísticas da zona da Galécia, com uma grafia padronizada.

Molādus Sūlē (Louvor ao Sol).
(Marcílio Diniz Nemetios)

1. In temenāe noctē disclarieti angelom | "Na noite escura brilha a chama
2. Macconi conotalōs, Sūli Liagomāre! | de Maponos de face-bela, ó Sol grande médico!
3. Andedios Mocios Gallos | infernal Mocios valoroso
4. Buetio tou suloucia ver nos! | que tua boa-luz esteja sobre nós!
5. In so attenoviei bregei buenti tou equoi darquartoi | que nesta manhã renovada estejam teus cavalos preparados
6. Do camannō nemesos, davios maccos | para o caminho do céu, inflamado filho
7. Andoloucios Grannos | Intensamente-brilhante Grannos
8. Buetio tou suloucia ver nos! | Que tua boa-luz esteja sobre nós!
9. In edniāe ednōs in nemesē indi glanei vodrubrei iccounei | No vôo da ave no céu e na limpa fonte que cura
10. Sūli Cartātimāre, Anetlomāros anege nos are namantē | ó Sol Grande-Purificador, grande refúgio protege-nos contra o inimigo
11. Ne sovie radō in duradei, guediomu clusaisio guediās ansom | Não torne a graça em desgraça, oramos para que oiças nossas preces
12. Louciomāre Maquone! | ó grande brilho Maponos!"

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Re: Para o Solstício de Inverno

Mensagem  M· Diniz Nemetios em Sab Jun 04, 2011 9:39 pm

*Em galaico reconstruído a partir do Proto-Céltico e de evidências lingüísticas da zona da Galécia
,com a grafia padronizada
.

Rēvāe Rīganiāe (a Rēvā rainha)
(Marcílio Diniz Nemetios)

1. Rēvā dēvā clusīe nos, | “Rēvā deusa nos oiça
2. Tū aquāōm tiernā, | tu senhora das águas,
3. Bovindā bouceliōm, | vaca branca dos vaqueiros,
4. Noternā loucarnā. | lâmpada noturna,
5. Rēde au Rēū, in rēmmanē rēnō, | cavalga (longe) de Rēus, no movimento da correnteza,
6. Genanē in giamei, maquō dēivogenō. | para o nascimento no inverno, para o infante divino.
7. Gēdās glanās garienti | os gansos puros gritam
8. Sentū temenō abonās, | pela senda sombria do rio,
9. Gansis ageti mallō | o cisne conduz lentamente
10. Ad cammanem marvōm. | ao caminho dos mortos.
11. Rēde au Rēū, in rēmmanē rēnō, | cavalga (longe) de Rēus, no movimento da correnteza,
12. Geniō in giamei, maquonō sūlinō. | para o nascer no inverno, para o grande filho solar.
13. Dēvāquonā, Rēvāmārā | grande deusa das águas, grande Rēvā
14. Matīr sugeni sūlios | mãe do bem nascido sol
15. Rīganiā anāōm ambigabes | rainha dos alagados que encontrou-se
16. Dēvō demiās aglios. | com o deus de treva agradável
17. Ā Rēva Rīgania, nemesē indi andumnei, | ó Rēvā rainha, no céu e no outromundo,
18. Cluom indi sunertom tou canomu. | tua fama e poder benfazejo cantamos.”

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Re: Para o Solstício de Inverno

Mensagem  M· Diniz Nemetios em Qui Jun 12, 2014 9:25 pm

À Grande Rainha, Deusa da Soberania (atualização da *dawnā anterior) - em Proto-céltico e em português.

*Māra deywa, klusīe snos, | “ó grande deusa, ouça-nos
tū, rēnōm tigernā, | tu, senhora das águas correntes,
bowindā bowikelyōm, | vaca branca dos vaqueiros,
noχtarnā lowkarnā. | lâmpada noturna,
rēde aw Rēūd, eni rēdsmanē rēnī, | cavalga (longe) de Rēus, no movimento da correnteza,
do genanē eni giyamei, makʷōi dēiwogenōi. | para o nascimento no inverno, para o infante divino.
geχdās glanās garyonti | os gansos puros proclamam
sentūd temenōd abonās, | pela senda sombria do rio,
gelā gansis ageti | o cisne radiante conduz
ad kangsmanam marwōm. | ao caminho dos mortos.
rēde aw Rēūd, eni rēdsmanē rēnī, | cavalga (longe) de Rēus, no movimento da correnteza,
do genanē eni giyamei, moynōi φreswī kiwī-kʷe. | para o nascimento no inverno, para o tesouro do frio e névoa.
φanādeywa, mārādeywa | ó deusa das águas, ó grande deusa
matīr sugenī sowonī | mãe do bem nascido sol
rīganyā φenākōm ambigabes | rainha dos alagados que encontrou-se
kom deywōd dubnās demyās | com o deus de treva profunda
Ā rīganīdeywa, nemesē eni andubei-kʷe, | ó deusa rainha, no céu e no outromundo,
towom klowom sunertom-kʷe kanomos. | tua fama e poder benfazejo cantamos.”

Às Madres
*Ā Matres, mārās Matres, klusīete sām dawnām | “ó Mães, grandes Mães, escutai este poema
Matres nstrās towtās, mārās matres melgesos | Mães da nossa tribo, grandes mães de leite
lawarī lawanī laχsarās, nārās nēmās nemesos | brilhantes de muitos sustentos, as nobres do brilho do céu
eni noχtei, eni dīy(w)ei, eni towissū ekʷe dīwedei | na noite, no dia, no início e no fim
rūnākom Makʷonom temamī noχtos aletes | alimentais o secreto Grande Filho da escuríssima noite
Ā Matres, mārās matres, swestra anmana molāmos | ó Mães, grandes mães, vossos nomes nós louvamos
eti-kʷe usmei sām adbertām dāomos | e a vós ofertamos esta oferenda”

Aos demais deuses da ocasião

Deuses dos nossos ancestrais
a vós nós rogamos
quando reunidos estamos
sob as luzes austrais
lembramos da corrida
de perigo sem igual
para cruzar o umbral
na averna descida
Na noite mais comprida
De fúria e nevasca
Quando ver-se à rasca
É fácil e ligeiro
Derrotado o porteiro
A via se apruma
E transpõe-se a bruma
E chega-se ao segredo
Na madrugada do medo
Que permite o natal
Do infante fatal
Da Rainha nascido
Forte é o alarido
De esperança e regozijo
E um cepo largo e rijo
Será às chamas lançado
Na aurora jaz queimado
E a vós deuses lembramos
Aos Gêmeos ofertamos
E a Bandus campeão
Forte como um torreão
Nossa prece levantamos
Para que aceitais o que prostramos
E de boa mente nós damos

Ao Pai Reus
Senhor dos céus invernosos
temerosos escuros cavalgas
na caçada por colinas e fragas
em selvagens urros poderosos
que amedrontam os mais temerosos
celeste tonante enfurece
que os céus e a terra estremece
poupa-nos dos golpes danosos
e recebas esta oferta e esta prece

Ao Sol Infante

*Sowone, sowonos, sowone, makʷonos | ó sol, sol, ó sol, grande infante
aw wergyōd morī matos maketi-yo | o auspicioso que levanta do mar revoltoso
aw dubrōd dubnōd glanos glanndeti-yo | o claro que surge do escuro profundo
φlenstus louwkos uφer barrōd tundās | luz radiante sobre a crista das ondas
yowanke, mindows melinī blātuōm | ó jovem, de amarela coroa de flores
swenstis slānom swādum-kʷe swannāti-yo | melodia que soa sã e bela
wātus windos, wedom wesu | profecia alva, visão excelente
rūnākos moynis aw medyonoχtī | tesouro secreto da noite
bānos bāregī medyo-giyamī | luz da manhã do solstício de inverno
towom katom kaynim-kʷe kaylom | teu augúrio puro e belo
ekʷe swonom owgrei kiwī kanomos | e teu sono no frio da neblina cantamos

_________________
·M·D·NEMETIOS·
·BRIGAECOM·
·PARAHYBA·BRASILIA·
---
Castro dos Brigaecoi
Senākokredīmā
Recons IberoCeltica Forum

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Re: Para o Solstício de Inverno

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